Durante dezessete anos, um só homem manteve pela garganta a república mais poderosa do mundo. Aníbal Barca conduziu um exército de muitos povos — e uma coluna de elefantes — pelos Alpes até a Itália, e em Trébia, Trasimeno e Canas aniquilou exércitos romanos numa escala nunca vista. Canas continua sendo a batalha de cerco por excelência, estudada pelos generais até hoje. E, no entanto, Aníbal perdeu. Esta história envolvente e acessível narra o duelo entre Cartago e Roma: duas superpotências do Mediterrâneo, três guerras brutais e os generais — Aníbal e seu grande rival romano, Cipião — que decidiram o destino do Ocidente. Faz justiça a Cartago em seus próprios termos, lendo as fontes com senso crítico, porque quase cada palavra que temos foi escrita pelos vencedores. Do império marítimo fenício e da república de cidadãos feita para a guerra, à travessia dos Alpes e ao longo e desgastante impasse, até o Metauro, Zama, o exílio de Aníbal e o apagamento deliberado de Cartago em 146 a.C., o livro separa o fato documentado da lenda: o juramento de criança, o vinagre que supostamente rachou a rocha alpina, o sal supostamente semeado nas ruínas. É uma história de gênio e resistência, e de por que o mais brilhante comandante da Antiguidade pôde vencer todas as batalhas e ainda assim perder a guerra.
Durante dezessete anos, um só homem manteve pela garganta a república mais poderosa do mundo. Aníbal Barca conduziu um exército de muitos povos — e uma coluna de elefantes — pelos Alpes até a Itália, e em Trébia, Trasimeno e Canas aniquilou exércitos romanos numa escala nunca vista. Canas continu...