Em 167 a.C., soldados selêucidas ergueram um altar a um deus estrangeiro dentro do Templo de Jerusalém, e a família de um sacerdote rural decidiu que preferia morrer lutando a ver suas tradições desaparecerem. Os Macabeus conta como essa decisão, tomada na pequena aldeia de Modin, cresceu até se tornar um dos sucessos militares mais improváveis da Antiguidade: um bando de guerrilheiros liderado por cinco irmãos que derrotou os exércitos de um grande império helenístico, retomou e purificou o Templo, e por fim construiu um reino judeu independente que durou um século. O livro acompanha o brilhantismo tático de Judas Macabeu contra as forças imperiais, a hábil exploração das guerras civis selêucidas por seu irmão Jônatas, e a conquista por Simão de uma independência política plena e de uma nova dinastia real-sacerdotal. Também traça a virada mais sombria que se seguiu, quando os governantes hasmoneus que herdaram o movimento travaram suas próprias guerras civis sangrentas, se dividiram em facções religiosas rivais e por fim convidaram Roma a entrar em Jerusalém numa disputa que encerrou de vez a soberania judaica. Ao longo do caminho, o livro explica por que a tradição rabínica substituiu em grande parte a história militar por um milagre envolvendo um pequeno jarro de azeite, e como um movimento de resistência contra a assimilação forçada se tornou, séculos depois, um poderoso símbolo do nacionalismo judaico moderno. Escrito para o leitor geral, é um relato veloz de fé, guerrilha, ambição familiar e o vínculo instável entre vencer uma revolução e saber o que fazer com o reino que vem a seguir.
Em 167 a.C., soldados selêucidas ergueram um altar a um deus estrangeiro dentro do Templo de Jerusalém, e a família de um sacerdote rural decidiu que preferia morrer lutando a ver suas tradições desaparecerem. Os Macabeus conta como essa decisão, tomada na pequena aldeia de Modin, cresceu até se ...