Um thriller policial australiano: um investigador caça um assassino que o conhece melhor do que ele mesmo.
Sydney, três da madrugada. O inspetor James Locker acorda toda noite no mesmo minuto exato. Sempre 3h00. Nunca três e pouco.
Quando o lendário investigador Michael Fuller é expulso da polícia por uma acusação que ele jura ser forjada, James herda o cargo. Na primeira noite, herda também um cadáver: uma mulher morta com seis tiros numa mansão de Mosman, nenhum sinal de arrombamento, um sistema de segurança desativado à distância. Depois, uma segunda vítima. Depois, um recado escrito com sangue no espelho do próprio banheiro, assinado com duas iniciais que não lhe dizem nada: JP.
O assassino conhece os procedimentos da divisão de homicídios. Conhece os pontos cegos das câmeras. Conhece as insônias de James, seus remédios, seus pesadelos.
Conhece o rosto dele.
Entre um diretor obcecado por aparências, um colega que se vende a quem pagar mais e amigos que começam a olhá-lo de outro jeito, James conduz a investigação mais difícil da carreira enquanto a própria razão desmorona sob seus pés. E quanto mais se aproxima do assassino, menos suporta encarar o próprio reflexo.