Martin Al-Sham não pede desculpas.
Este é o relato dele: como um engenheiro australiano comum acabou numa caverna egípcia em 2019 ouvindo uma voz que se dizia deusa, como aceitou o que ela ofereceu e o que fez com aquilo nos vinte anos seguintes. Ele conta tudo. Os vales, os incêndios, as pessoas que amou e usou, a esposa que parou de amá-lo no dia em que viu seu rosto de perto, a filha que ele acredita ter perdido.
É uma confissão sem arrependimento, escrita por um homem convencido de que serviu a algo maior do que ele.
O leitor terá dificuldade em acreditar em metade do que ele diz. Essa dificuldade é o ponto.
Segundo livro do Ciclo da Verdadeira Artífice, narrado em primeira pessoa pelo homem que os outros quatro livros chamam de vilão.