No verão de 1998, a França sediou uma Copa do Mundo que, segundo quase todos os prognósticos, não deveria vencer, com uma equipe que o próprio técnico, Aimé Jacquet, passou anos defendendo diante de uma imprensa cética. França 98 acompanha o torneio partida a partida: a expulsão de Zidane contra a Arábia Saudita, a surpreendente campanha da Croácia até as semifinais apenas sete anos após sua independência, o clássico entre Argentina e Inglaterra decidido pela expulsão de David Beckham e por uma disputa de pênaltis, e o gol de Dennis Bergkamp contra a Argentina nos acréscimos, ainda lembrado como um dos mais belos da história das Copas do Mundo. O livro reconstrói, hora a hora, a crise médica que atingiu Ronaldo antes da final, e a partida de 12 de julho em que dois gols de cabeça de Zidane e um tento tardio de Emmanuel Petit deram à França seu primeiro título mundial. Acima de tudo, o livro examina a rapidez com que essa vitória se tornou um símbolo político — a expressão “black-blanc-beur” aplicada a uma seleção construída sobre a história colonial e migratória do país — e como os anos seguintes, dos tumultos de 2005 às próprias crises posteriores da equipe, revelaram os limites de pedir a uma partida de futebol que resolva uma questão de identidade nacional.
No verão de 1998, a França sediou uma Copa do Mundo que, segundo quase todos os prognósticos, não deveria vencer, com uma equipe que o próprio técnico, Aimé Jacquet, passou anos defendendo diante de uma imprensa cética. França 98 acompanha o torneio partida a partida: a expulsão de Zidane contra ...