Futebol e Poder percorre uma das relações menos estudadas da história moderna: como governos de ideologias radicalmente diferentes, fascistas, militares, comunistas, o regime do apartheid e, hoje, monarquias ricas, tentaram usar o esporte mais popular do mundo para construir uma legitimidade, uma unidade ou um respeito internacional que não conseguiriam de outra forma. Das Copas do Mundo encenadas por Mussolini nos anos 1930 e a ditadura que sediou a Argentina 1978, até a Copa do Catar 2022 e os fundos soberanos que hoje compram clubes europeus, o livro segue um método rigoroso: distingue a propaganda documentada dos relatos acrescentados depois dos fatos e nunca afirma que um título foi manipulado sem provas. Também conta a outra metade da história: os jogadores brasileiros que construíram uma democracia interna no Corinthians sob uma ditadura, e os movimentos de torcedores, do Cairo a Istambul, que repetidamente retomaram as arquibancadas que o poder quis controlar. Escrito tanto para quem ama futebol quanto para quem nunca assistiu a uma partida, este é um livro sobre como a autoridade busca legitimidade em uma emoção que nunca consegue possuir por completo.
Futebol e Poder percorre uma das relações menos estudadas da história moderna: como governos de ideologias radicalmente diferentes, fascistas, militares, comunistas, o regime do apartheid e, hoje, monarquias ricas, tentaram usar o esporte mais popular do mundo para construir uma legitimidade, uma...