Prémio Nobel de Literatura
Fugindo de uma paradisíaca ilha de Zanzibar em plena revolução, Saleh Omar aterra no Aeroporto de Gatwick como requerente de asilo político, afirmando não saber inglês. Consigo traz apenas uma caixa de mogno contendo o mais requintado incenso e um passaporte falso. Para comunicar com ele, os serviços sociais recorrem ao seu conterrâneo Latif Mahmud, também ele exilado em Inglaterra. Quando os dois homens se encontram numa pequena cidade junto ao mar, este último acusa o primeiro de roubar a identidade do seu pai e de ser o responsável pela ruína da sua família. Será apenas o começo de uma longa história com duas versões diferentes, que liga os seus passados turbulentos durante e após a revolução, num ajuste final de contas.
Romance magistral sobre a perda e a busca de identidade em terra de exílio, Junto ao Mar é uma história sobre honra, traição e redenção, que convida o leitor a redescobrir a história da África pós-colonial e os mitos do oceano Índico que brotam da memória colectiva.
Os elogios da crítica:
«Um romance com ecos das narrativas intrincadas de As Mil e Uma Noites (...). Uma espécie de beleza.»
José Mário Silva, Expresso
«Um romance envolvente, repleto de observações oportunas sobre o racismo, o imperialismo e o desconhecimento das realidades africanas.»
The New York Times
«Gurnah é um contador de histórias exímio.»
Financial Times
«Quase não ousamos respirar com medo de quebrar o encanto da leitura.»
Times
«A dedicação de Gurnah à verdade e a sua aversão à simplificação são admiráveis.»
Comité do Nobel de Literatura
Abdulrazak Gurnah nasceu em 1948 em Zanzibar.Na década de 1960, abandonou o seu país, então a braços com uma revolução, e rumou ao Reino Unido. Foi professor de Literatura Inglesa na Universidade de Kent em Canterbury, onde vive actualmente. A sua obra versa sobre a experiência africana, o colonialismo e o refugiado, e nela se destacam os romances Paraíso (1994), finalista do Booker Prize e do WhitbreadAward; Junto ao Mar (2001), nomeado para o Booker Prize e fi nalista do Los Angeles Times Book Award; O Desertor (2005), finalista do Commonwealth Writers' Prize; e Vidas Seguintes (2020), finalista do Orwell Prize for Political Writing 2021 e nomeado para o Walter Scott Prize 2021, todos eles publicados pela Cavalo de Ferro. Gurnah recebeu o Prémio Nobel de Literatura 2021 «pela forma determinada e humana com que aborda e aprofunda as consequências do colonialismo e o destino do refugiado no fosso entre culturas e continentes». Gente da Casa (2025) é o seu mais recente romance.
Foto: © Mark Pringle
Abdulrazak Gurnah nasceu em 1948 em Zanzibar.Na década de 1960, abandonou o seu país, então a braços com uma revolução, e rumou ao Reino Unido. Foi professor de Literatura Inglesa na Universidade de Kent em Canterbury, onde vive actualmente. A sua obra versa sobre a experiência africana, o colonialismo e o refugiado, e nela se destacam os romances Paraíso (1994), finalista do Booker Prize e do WhitbreadAward; Junto ao Mar (2001), nomeado para o Booker Prize e fi nalista do Los Angeles Times Book Award; O Desertor (2005), finalista do Commonwealth Writers' Prize; e Vidas Seguintes (2020), finalista do Orwell Prize for Political Writing 2021 e nomeado para o Walter Scott Prize 2021, todos eles publicados pela Cavalo de Ferro. Gurnah recebeu o Prémio Nobel de Literatura 2021 «pela forma determinada e humana com que aborda e aprofunda as consequências do colonialismo e o destino do refugiado no fosso entre culturas e continentes». Gente da Casa (2025) é o seu mais recente romance.
Foto: © Mark Pringle