Gabriel terminou o manuscrito numa madrugada sem insônia, pela primeira vez em anos. Não porque tivesse resolvido todas as perguntas sobre Masha; mas porque aprendeu finalmente, que algumas personagens não se escrevem até o fim. Elas se acompanham.
Quanto a Masha, segue caminhando entre o frio que a formou e o calor que a acolheu, carregando o crucifixo da avó e a certeza estranha de que, agora, é você leitor, leitora, quem passa a escutar seus passos.
Onde quer que ela esteja no momento em que você fecha esta página, uma coisa é certa: ela sabe que a história continua. Só não é mais apenas dele.