Com tradução de Isabel Castro Silva e introdução de Teresa Seruya
«Tudo aquilo que é grande nasce como um desafio: nasce apesar de preocupações e sofrimento, pobreza, abandono, fraqueza do corpo, vícios, paixão e tantos outros obstáculos.»
Numa das suas obras mais emblemáticas, Thomas Mann, prémio Nobel da Literatura em 1929, assume um tom confessional para relatar a paixão platónica e obsessiva de um celebrado escritor alemão, Gustav von Aschenbach, por um jovem turista polaco. Tadzio, de uma beleza inspiradora, desperta no protagonista sentimentos que desafiam a contenção e disciplina que lhe são características e que Mann manipula com mestria para explorar os limites teóricos da arte, do desejo e da moralidade.
Considerada uma das novelas mais marcantes do século XX ocidental, A Morte em Veneza, a que o próprio escritor chamou «a tragédia de uma humilhação», cruza referências clássicas e contemporâneas numa reflexão profunda e envolvente sobre o encontro inevitável do Homem com a decadência.
PAUL THOMAS MANN nasceu a 6 de julho de 1875 em Lübeck, na Alemanha. Filho do político e comerciante alemão Johann Heinrich Mann e da brasileira Júlia da Silva Bruhns. Publicou, aos 26 anos, Os Buddenbrooks (1901), romance que lhe concedeu reconhecimento internacional e lhe granjeou o prémio Nobel da Literatura em 1929. Precursor do modernismo alemão, Thomas admirava o estilo de escritores como Theodor Fontane e Goethe, a filosofia pessimista de Schopenhauer e o pensamento autocrítico dos autores russos, como Nikolai Gogol, Ivan Turgenev e Leo Tolstoy. O apoio à República de Weimar e os apelos públicos à resistência dos trabalhadores contra o nacional-socialismo em ascensão valeu-lhe, aquando da subida de Hitler ao poder, a perda da cidadania alemã, o que o integrou no movimento Exilliteratur alemão, composto pelos escritores da diáspora alemã, deslocados para fugir ao poder do Führer. Viveu os últimos anos de vida no exílio, entre os Estados Unidos da América e a Suíça, onde morreu a 12 de agosto de 1955.
PAUL THOMAS MANN nasceu a 6 de julho de 1875 em Lübeck, na Alemanha. Filho do político e comerciante alemão Johann Heinrich Mann e da brasileira Júlia da Silva Bruhns. Publicou, aos 26 anos, Os Buddenbrooks (1901), romance que lhe concedeu reconhecimento internacional e lhe granjeou o prémio Nobel da Literatura em 1929. Precursor do modernismo alemão, Thomas admirava o estilo de escritores como Theodor Fontane e Goethe, a filosofia pessimista de Schopenhauer e o pensamento autocrítico dos autores russos, como Nikolai Gogol, Ivan Turgenev e Leo Tolstoy. O apoio à República de Weimar e os apelos públicos à resistência dos trabalhadores contra o nacional-socialismo em ascensão valeu-lhe, aquando da subida de Hitler ao poder, a perda da cidadania alemã, o que o integrou no movimento Exilliteratur alemão, composto pelos escritores da diáspora alemã, deslocados para fugir ao poder do Führer. Viveu os últimos anos de vida no exílio, entre os Estados Unidos da América e a Suíça, onde morreu a 12 de agosto de 1955.