Bom Crioulo

· Pierre Turcotte Éditeur
Ebook
137
Pages
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Amaro, ex-escravo e marinheiro conhecido como "Bom Crioulo", encontra na Marinha brasileira uma liberdade que a vida nunca lhe dera. É a bordo que conhece Aleixo, jovem grumete de pele clara, por quem se apaixona com uma intensidade que mistura desejo, ternura e obsessão. Os dois passam a viver secretamente um amor proibido, escondido nos corredores e porões do navio, longe dos olhares da tripulação. Quando desembarcam no Rio de Janeiro e se instalam na casa da meretriz Carolina, o equilíbrio da relação começa a ruir. O ciúme de Amaro cresce à medida que Aleixo se aproxima da mulher, e a paixão que antes era refúgio transforma-se em ameaça. Publicado em 1895, Bom Crioulo é um marco da literatura brasileira: um dos primeiros romances a retratar abertamente o desejo homoerótico masculino, ao mesmo tempo que expõe, com crueza naturalista, as tensões de raça, classe e instinto na sociedade pós-abolicionista.
Amaro, ex-escravo e marinheiro conhecido como "Bom Crioulo", encontra na Marinha brasileira uma liberdade que a vida nunca lhe dera. É a bordo que conhece Aleixo, jovem grumete de pele clara, por quem se apaixona com uma intensidade que mistura desejo, ternura e obsessão. Os dois passam a viver s...

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About the author

Nascido em 29 de maio de 1867, em Aracati, no Ceará, Adolfo Caminha ficou órfão de mãe aos dez anos e cresceu entre Fortaleza e o Rio de Janeiro. Ingressou na Escola Naval em 1883, onde amadureceu suas convicções republicanas e abolicionistas, chegando a segundo-tenente em 1887. Um escândalo amoroso — o rapto da esposa de um oficial — pôs fim à sua carreira militar; passou então a atuar no funcionalismo público e no jornalismo. Figura central do naturalismo brasileiro, publicou A Normalista (1893) e No País dos Ianques (1894), relato de sua viagem aos Estados Unidos. Em 1895 veio a público sua obra-prima, Bom Crioulo, que causou escândalo ao abordar de forma frontal a homossexualidade e as tensões raciais na Marinha brasileira. Vítima de tuberculose, morreu em 1º de janeiro de 1897, aos 29 anos, deixando dois romances inacabados.

Nascido em 29 de maio de 1867, em Aracati, no Ceará, Adolfo Caminha ficou órfão de mãe aos dez anos e cresceu entre Fortaleza e o Rio de Janeiro. Ingressou na Escola Naval em 1883, onde amadureceu suas convicções republicanas e abolicionistas, chegando a segundo-tenente em 1887. Um escândalo amor...

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