Jérôme é um jovem parisiense que passa os meses de férias na casa de campo do tio, na Normandia. Num desses verões em que o mundo inteiro parecia impregnado de azul, Jérôme apaixona-se por Alissa, sua prima mais velha.
O amor de ambos, constrangido por uma educação religiosa puritana, é sublimado com as leituras que partilham, as cartas que escrevem um ao outro e a resolução que tomam em conjunto: entrar pela porta estreita. Contudo, assombrada pelas palavras do Evangelho, Alissa vai-se convencendo de que esse amor terreno os condenará à perdição e o único caminho que vislumbra diante de si é o da renúncia, do sacrifício e da abnegação.
Um romance de formação e do desencontro amoroso, por via da sublimação dos sentimentos, que inaugura uma temática presente no resto da obra do autor: o conflito entre ética e instinto, a revolta contra a hipocrisia católico-burguesa, a exploração dos espaços secretos do Eu.
Os elogios da crítica:
«A arte de Gide estabelece um compromisso entre o risco e a regra [...] Este jogo de equilíbrio está na origem do serviço inestimável que Gide prestou à literatura contemporânea.» — Jean-Paul Sartre
«O mais moderno dos clássicos.» — Le Magazine Littéraire
André Gide (1869-1951) nasceu em Paris, numa família da alta burguesia huguenote e católica.
Órfão de pai aos onze anos, depressa se refugia na literatura.
Revoltado contra a sua educação puritana, a obra de Gide assentaria nessa tensão não resolvida entre uma disciplina artística rígida, um moralismo puritano, a indulgência sensual e uma procura de códigos morais próprios.
Foi tradutor de Shakespeare, Whitman, Conrad e Rilke, bem como um influente e polémico crítico literário.
Em 1947, é galardoado com o Prémio Nobel de Literatura «por retratar, na sua obra, a condição humana com um destemido amor pela verdade e um profundo conhecimento da sua psicologia».
André Gide (1869-1951) nasceu em Paris, numa família da alta burguesia huguenote e católica.
Órfão de pai aos onze anos, depressa se refugia na literatura.
Revoltado contra a sua educação puritana, a obra de Gide assentaria nessa tensão não resolvida entre uma disciplina artística rígida, um moralismo puritano, a indulgência sensual e uma procura de códigos morais próprios.
Foi tradutor de Shakespeare, Whitman, Conrad e Rilke, bem como um influente e polémico crítico literário.
Em 1947, é galardoado com o Prémio Nobel de Literatura «por retratar, na sua obra, a condição humana com um destemido amor pela verdade e um profundo conhecimento da sua psicologia».