Na sua habitual caminhada pelo bairro argentino de Flores, num fim de tarde depois das aulas, Marcia, uma adolescente roliça, baixa e virgem, é abordada por Mao, uma punk que confessa o seu amor por ela e lhe faz uma proposta inesperada. Enredada num jogo de sedução e persuasão, a que se junta Lenin, outra punk, amante da primeira, Marcia procura saciar a curiosidade e encontrar explicações para tão espantoso episódio. Mas a dupla vestida de preto e coberta de penduricalhos metálicos não mostra abertura para diálogos filosóficos ingénuos. Apologistas da acção, as duas darão uma prova irrefutável e desmedida do seu amor absoluto.
Colóquio sobre o desejo e o amor, e a busca da beleza e da felicidade na juventude, A Prova constitui uma obra central de César Aira e na sua reinvenção da Literatura como espaço de liberdade radical e puro prazer.
Os elogios da crítica:
«Se Marcel Duchamp virou do avesso a instituição Arte, não é exagero afirmar que cada novo livro de César Aira faz o mesmo com a Literatura.»
El País
«O estilo de Aira é estranhamente libertador. De leitura compulsiva.»
Financial Times
César Aira (Argentina, 1949) é um dos mais importantes autores da literatura sul-americana contemporânea. A sua voz narrativa, única e inclassificável, granjeou-lhe uma legião de admiradores e o estatuto de autor de culto. Publicou mais de uma centena de livros, incluindo romances, contos, ensaios e teatro, pelos quais recebeu inúmeras distinções, designadamente o Prix Roger Caillois, o Premio Iberoamericano de Narrativa Manuel Rojas e o Prix Formentor 2021, este último pela sua «recriação incansável do impulso narrativo, a versatilidade do seu relato inacabável e a ironia lúdica da sua imaginação impaciente».
César Aira (Argentina, 1949) é um dos mais importantes autores da literatura sul-americana contemporânea. A sua voz narrativa, única e inclassificável, granjeou-lhe uma legião de admiradores e o estatuto de autor de culto. Publicou mais de uma centena de livros, incluindo romances, contos, ensaios e teatro, pelos quais recebeu inúmeras distinções, designadamente o Prix Roger Caillois, o Premio Iberoamericano de Narrativa Manuel Rojas e o Prix Formentor 2021, este último pela sua «recriação incansável do impulso narrativo, a versatilidade do seu relato inacabável e a ironia lúdica da sua imaginação impaciente».