"Combinação singular de especulação científica e filosófica, teoria da conspiração e cosmologia." - George R. R. Martin
"Extraordinário" - The New Yorker
Ao coletar dados do Sol, astrofísicos descobrem que o interior da estrela está se transformando e, dentro dos próximos quatrocentos anos, irá explodir de forma violenta, engolindo a Terra. A solução? Construir doze mil turbinas de tamanho inimaginável em toda a Ásia e América do Norte, com a função de primeiro refrear o movimento de rotação do planeta para, a seguir, tirá-lo de órbita. A ideia — e ponto de partida de "Terra à deriva", conto que abre este volume — é fugir do Sistema Solar rumo a Proxima Centauri, a "apenas" 4,3 anos-luz de distância, não em naves, mas carregando o próprio planeta consigo.
Nas histórias de Cixin Liu, catástrofes e feitos de tecnologia costumam ser surpreendentes, e também colossais. Em "Montanha", uma nave alienígena de "massa equivalente à da Lua", suga o mar com sua força gravitacional, na "cena mais aterradora, impressionante e magnífica jamais vista pela humanidade". Já "Sol da China" narra a história de um limpador de janelas que verá seu destino se alterar radicalmente ao ser apresentado ao projeto de um enorme satélite de espelhos, "o maior projeto de engenharia ecológica desde a Grande Muralha Verde", criado para controlar o clima planetário.
Na obra de Cixin Liu, a ciência e a tecnologia são ferramentas de progresso e destruição; os contatos extraterrenos trazem surpresa ou morte. Mas, em todas as narrativas, a dimensão humana é seu principal motor: seus personagens são impetuosos e frágeis, capazes de amar e de cometer erros, e ditam os destinos dessas histórias fantásticas.
CIXIN LIU nasceu em 1963 na província de Shanxi, na China, e é um dos mais importantes escritores de ficção-científica da atualidade. Formado em engenharia elétrica, trabalhou como engenheiro de computação em uma usina elétrica na China antes de se tornar escritor. Recebeu nove vezes o Galaxy (principal prêmio de ficção científica da China) e duas vezes o Xingyun (o Nebula chinês). O "problema dos três corpos", também publicado pela Suma, foi a primeira obra de ficção traduzida a vencer o Hugo Award.