Eleito pelo CrimeReads® um dos melhores livros policiais de não ficção
Em breve uma minissérie do Star+ estrelada por Gaia Girace, de A amiga genial
A 'Ndrangheta é uma das organizações criminosas mais ricas e implacáveis do mundo, com ramificações que se estendem da América à Oceania. Ela controla 70% do fornecimento de cocaína e heroína na Europa, administra esquemas de extorsão bilionários, negocia vendas ilegais de armas com criminosos e terroristas e saqueia tesouros da Europa.
O poder da máfia da Calábria repousa sobre um código machista de violência e silêncio – a "omertà" – e perdura por causa dos laços familiares. A lealdade é absoluta; o derramamento de sangue, reverenciado. Você é preso, morre ou mata sua própria mãe antes de trair a "Família". Os homens governam e as mulheres são vistas como moedas de troca para construir e manter alianças. Tratadas como meros objetos, elas são rotineiramente espancadas, ameaçadas e mortas em uma misoginia sem fim.
Depois que Lea Garofalo, esposa de um dos chefes da organização, foi assassinada por se tornar testemunha do Estado, a promotora Alessandra Cerreti considerou uma possibilidade tentadora: e se o sexismo da 'Ndrangheta fosse a sua maior falha? Ela se juntou a outras duas mulheres e as convenceu a testemunhar em troca de um novo futuro.
Uma saga feminista de crime e justiça, Mães da máfia é a fascinante história de várias batalhas: Alessandra, uma mulher brilhante e motivada, em busca de salvar uma nação; os mafiosos à procura de garantir sua existência; e as mulheres lutando por uma vida melhor para elas e seus filhos. Nem todos sairão vivos.
Alex Perry é jornalista e escritor de não ficção, autor de diversos livros derivados de suas reportagens investigativas. Já escreveu artigos para os principais jornais e revistas do mundo: The New Yorker, Outside, Harper's, The Guardian, Time, Newsweek, Roads and Kingdoms e The Sunday Times, entre outros. Por seu trabalho, recebeu diversos prêmios, incluindo honras da Society of Publishers in Asia, da Foreign Press Association, de Londres, e do Vietnam Veterans Memorial Fund, de Washington. Sua investigação sobre o uso de decapitações pelo Boko Haram foi solicitada como prova pelo Tribunal Penal Internacional em Haia. Com o tempo, Perry também conquistou outros "reconhecimentos": em 2002, o governo indiano tentou deportá-lo quando ele questionou o estado de saúde do primeiro-ministro; e, em 2007, ficou preso no Zimbábue durante cinco dias por trabalhar sem credenciamento, antes de ser considerado um "jornalista determinado e engenhoso". Nascido na Filadélfia e criado na Inglaterra, Perry viveu e trabalhou na Ásia e na África. Ele agora vive em Hampshire, Inglaterra.