Radical à própria maneira, franco e irônico, membro do Partido Comunista, Trumbo recusou-se a entregar qualquer informação. Foi julgado, declarado culpado por desacato ao Congresso e preso, em 1950. Começara a caça às bruxas da era McCarthy, e depois de cumprir pena Trumbo estava na lista negra de centenas de profissionais banidos de trabalhar para os grandes estúdios. Atuando por trás das câmeras, por quase uma década viveu de produzir roteiros clandestinamente, a preços medíocres, até que dois Oscars depois, e com o esvaziamento do macarthismo, Trumbo se tornou o primeiro integrante da lista a ser novamente creditado em uma produção, abrindo caminho para o fim definitivo da caça às bruxas em Hollywood.
Trumbo é uma biografia franca de uma figura exuberante, que esteve no epicentro de um dos períodos mais tumultuados da história americana recente. Apesar da notoriedade como escritor e do apogeu como o mais bem pago roteirista de sua época, criador de épicos como A princesa e o plebeu, Exodus, Spartacus e Papillon, nenhuma das criações de Dalton Trumbo é capaz de rivalizar com sua própria história.
Bruce Cook (1932-2003) é um crítico experiente, jornalista e escritor que escreveu 23 livros, entre ficção e não ficção. Nascido em Chicago, morou em Los Angeles e em Paris com a esposa, a violinista Judith Aller. O livro serviu de inspiração para o filme Trumbo - Lista negra, que estreia no Brasil em janeiro de 2016, protagonizado por Bryan Cranston (Breaking Bad), cuja atuação fiel no papel de Dalton Trumbo é uma das mais elogiadas dos últimos anos.