Serpente

·
E-boek
42
Bladsye
Geskik

Meer oor hierdie e-boek

Este não é um tratado de filosofia. Tampouco é apenas um romance. O que você tem em mãos é um ensaio dramatizado, um diário de guerra contra ideias envernizadas de virtude, uma crítica às estruturas que se escondem por trás das palavras polidas. Se parece uma narrativa, é porque toda ideologia precisa de palco. Se soa como denúncia, é porque toda verdade omissa deixa ruínas.


As páginas que se seguem transitam entre a sala de aula e a catedral, entre a favela e o auditório corporativo. Ecoam vozes como a de Epicuro, Marx, Nietzsche e Swift, mas não para reverenciá-las — antes, para questionar o uso que delas se faz. Aqui, nomes são armas e conceitos, disfarces. Não há heróis; há retóricas. Não há respostas; há fraturas.


A serpente, figura recorrente neste livro, não é um símbolo passivo. Ela morde a própria cauda em ciclos de poder que se renovam a cada geração — da cruzada medieval à conferência de Davos. A cada capítulo, você será convidado a escavar notas de rodapé esquecidas, a observar o brilho do discurso e a suspeitar do silêncio. Não confie nos jardins — eles costumam esconder guilhotinas sob as flores.


Este livro não o guiará com conforto. Mas, se você lê com inquietude, talvez encontre, entre as rachaduras, algo mais próximo da lucidez do que da certeza.


Entre. Mas desconfie da iluminação.

Este não é um tratado de filosofia. Tampouco é apenas um romance. O que você tem em mãos é um ensaio dramatizado, um diário de guerra contra ideias envernizadas de virtude, uma crítica às estruturas que se escondem por trás das palavras polidas. Se parece uma narrativa, é porque toda ideologia pr...

Ontdek meer

Meer oor die skrywer

Ele - edii Camara - na sombra do Jardim de Olavo, não pretendia escrever um livro.


O que começou como um conjunto de anotações dispersas — observações feitas em margens, em cafés, em aeroportos e salas de conferência — lentamente se articulou numa arquitetura involuntária: um manuscrito que não busca convencer, mas desenterrar. O autor, mais espectador do que protagonista, jamais se viu como um mestre do pensamento, mas como alguém que escutava com raiva e ironia os encantos perigosos da retórica quando vestidos de neutralidade.


Foi em arquivos abafados, em fragmentos de aulas esquecidas e nos silêncios entre uma frase e outra que ele descobriu a serpente. Não a serpente bíblica — mas aquela que devora a própria cauda, símbolo de ciclos disfarçados de progresso. Este livro não é tanto uma obra concluída quanto uma transcrição desesperada das fissuras que ele viu se abrirem sob os pés da razão.


Ele hesitou em organizá-lo. Havia o risco de que parecesse doutrina. Havia o medo de que fosse lido como fábula. E, sobretudo, havia a suspeita de que, ao nomear o Império, ele apenas trocaria os véus — que o texto se tornasse mais um jardim cercado de palavras.


Mas mesmo assim, escreveu.


E ao fazê-lo, ele não buscava clareza. Buscava confronto. Contra os discursos que suavizam o domínio, contra os catecismos disfarçados de filosofia, contra a paz prometida em cartazes sobre campos de ruínas. O autor, essa figura ausente e multiplicada ao longo destas páginas, ofereceu não uma resposta, mas uma pergunta que arde em cada capítulo: até onde a razão serve ao poder que diz combater?


Este livro, portanto, é sua tentativa de rachar o espelho. Um espelho onde se vêem filósofos como sacerdotes, pensadores como arquitetos de impérios e ideias como soldados silenciosos. Você, leitor, é convidado a atravessar esse vidro — não para encontrar um final, mas para descobrir o que se esconde entre as margens.


Pois a serpente ainda se move. E o Império ainda escreve.

Ele - edii Camara - na sombra do Jardim de Olavo, não pretendia escrever um livro. O que começou como um conjunto de anotações dispersas — observações feitas em margens, em cafés, em aeroportos e salas de conferência — lentamente se articulou numa arquitetura involuntária: um manuscrito que não ...

Gradeer hierdie e-boek

Sê vir ons wat jy dink.

Lees inligting

Slimfone en tablette
Installeer die Google Play Boeke-app vir Android en iPad/iPhone. Dit sinkroniseer outomaties met jou rekening en maak dit vir jou moontlik om aanlyn of vanlyn te lees waar jy ook al is.
Skootrekenaars en rekenaars
Jy kan jou rekenaar se webblaaier gebruik om na oudioboeke wat jy op Google Play gekoop het, te luister.
E-lesers en ander toestelle
Om op e-inktoestelle soos Kobo-e-lesers te lees, moet jy ’n lêer aflaai en dit na jou toestel toe oordra. Volg die gedetailleerde hulpsentrumaanwysings om die lêers na ondersteunde e-lesers toe oor te dra.