A historiografia tradicional sobre a Segunda Guerra Mundial costuma considerar Hitler, Mussolini e as Forças Armadas japonesas como as causas do conflito. Em Sangue e ruínas, o célebre historiador Richard Overy propõe uma nova abordagem para o período, reformulando suas origens e consequências e entendendo esses atores como frutos de um cenário mais amplo.
O autor defende que essa foi na verdade a "grande guerra imperial" — o resultado violento de quase um século de expansão global que atingiu seu auge na década de 1930 e no início da década de 1940, se tornaria a maior e mais custosa guerra da história humana e culminaria com o fim, em 1945, de todos os impérios territoriais. Ao longo de todo o volume, desvela-se a maneira como o conflito foi viabilizado, financiado e moralmente justificado, além do custo alto para os envolvidos e do grau excepcional de crime e atrocidade do período — tão mortal para os civis quanto para os militares.
"Um feito estupendo. [...] Sangue e ruínas disseca as estruturas da guerra com os bisturis mais afiados." — The New York Times
"Richard Overy oferece um poderoso lembrete do horror da guerra e da ameaça representada por ditadores com sonhos imperialistas." — The Wall Street Journal
"O livro se recusa a tratar o Pacífico como 'um apêndice', conforme algumas historiografias costumam fazer. Em vez disso, entende a Segunda Guerra Mundial como um verdadeiro 'evento global'." — The Atlantic
RICHARD OVERY nasceu em 1947 e é um dos historiadores mais renomados da Grã-Bretanha. Especializado em Segunda Guerra Mundial, escreveu e organizou mais de trinta livros, incluindo Os ditadores, vencedor do Wolfson Prize de 2005, The Morbid Age e The Bombing War, que recebeu o Cundill Award de excelência histórica em 2014. É fellow da Academia Britânica, membro da Academia Europeia de Ciências e Artes e professor de história na Universidade de Exeter.