Jean-Baptiste Poquelin, conhecido por Molière, foi batizado em Paris em 15 de janeiro de 1622 e faleceu em casa na mesma cidade, no dia 17 de fevereiro de 1673, após colapso posterior a apresentação de sua última peça, Le Malade Imaginaire (O doente imaginário), em que representava um falso doente. Em certa medida, pode-se dizer que o mestre da comédia e crítico mordaz aos costumes traz para a esfera da própria vida o universo da representação como uma inversão de valor. Filho de fornecedor de tapetes da casa real, recebeu educação privilegiada no colégio de Clermont. Recusou-se a seguir a carreira do pai e optou pelo teatro. Em 1643, fundou em Paris, junto a outros nove atores, entre os quais se encontrava Madeleine Béjart, a companhia L'Illustre Théâtre. Muito embora fosse extraordinário escritor, jamais concebeu suas obras para a publicação, mas para a representação, e sua trama adaptou-se sempre às necessidades da ação cênica. No que concerne a sua linguagem, soube adequar muito bem a fala a cada personagem, representando assim as diferenças sociais de forma cômica. Em 1658, pôde apresentar ao rei Luís XIV a obra Nicomède, de Corneille, e uma pequena peça própria, Le Docteur Amoureux (O médico apaixonado). Seu êxito fez com que o duque Filipe de Orléans, irmão do rei, tomasse o grupo sob sua proteção e, sete anos mais tarde, o próprio monarca concedesse à companhia a outorga de Companhia do Rei (Troupe du Roi). Ainda teve entreveros com a Igreja por suas críticas e foi por muito tempo perseguido e censurado. Entre as obras mais conhecidas estão L'École de femmes (A escola de mulheres), Don Juan, Tartuffe (Tartufo), Le Misanthrope (O misantropo).
Jean-Baptiste Poquelin, conhecido por Molière, foi batizado em Paris em 15 de janeiro de 1622 e faleceu em casa na mesma cidade, no dia 17 de fevereiro de 1673, após colapso posterior a apresentação de sua última peça, Le Malade Imaginaire (O doente imaginário), em que representava um falso doent...