Sob essa ótica, é fundamental considerar que, além dos métodos e dos seus quadros de referência, as pesquisas e as abordagens requisitadas no universo acadêmico dependem de regras estabelecidas previamente e de procedimentos formais demarcados pela metodologia. Não por acaso, ela responde pelo registro, pela sistematização e pela discussão derivados da coleta de dados, organizando-os em um sistema uniforme e orientando-os de forma harmônica para problematizar os resultados de um trabalho científico. Ao englobar um conjunto de passos utilizados pelos métodos, portanto, a metodologia ganha proeminência como um recurso definidor para obter informações e respostas confiáveis, indicando a técnica empregada, o instrumental analítico e os meios para validar as conclusões alcançadas.
À luz desses conceitos, pode-se afirmar que, enquanto o método é o caminho para chegar a um objetivo, o desenho metodológico, além de descrever as técnicas, indica as opções e a leitura operacional do quadro teórico adotado pelo pesquisador. Ao fim e ao cabo, é na conjunção mantida entre os métodos, as correntes de pensamento e a metodologia que são viabilizados os projetos de pesquisa e a própria permanência da ideia de ciência na sociedade.
Doutor em Teoria da Literatura, é Professor do Departamento de Letras e do Programa de Pós- Graduação em Estudos da Linguagem, na Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Desenvolve investigações sobre o diálogo entre literatura e história, além de pesquisar a atualidade da alegoria como recurso interpretativo em narrativas modernas.