Cristalizada como um dos conflitos armados mais emblemáticos da história moderna e uma consequência da polarização criada pela Guerra Fria, a Guerra do Vietnã resultou em 3 milhões de mortes estimadas. Dividido entre o norte ― apoiado pela União Soviética ― e o sul ― de aliados anticomunistas, como Estados Unidos e Austrália ―, o país teve sua unidade nacional em xeque durante três décadas. Mas, embora muitos pensem nessa guerra como um evento trágico para os norte-americanos, o jornalista e historiador Max Hastings o remonta como uma épica tragédia vietnamita, em que o lado vitorioso também saiu perdedor: cada baixa no exército ianque representava a morte de quarenta vietnamitas.
Dando voz a uma vasta gama de personagens reais, Hastings questiona se algum dos lados merecia mesmo ter saído vencedor. Fruto de anos de pesquisa, baseado em memórias e num imenso volume de documentos, Vietnã é um livro essencial ao descrever elementos que podem estar no centro de muitos conflitos atuais e futuros.
Max Hastings nasceu em Londres, em 1945, e frequentou a University College, em Oxford, antes de se tornar jornalista. Em 1967, foi bolsista do World Press Institute, nos Estados Unidos, e permaneceu no país para cobrir as eleições americanas de 1968. Posteriormente, trabalhou como repórter para a BBC TV e jornais britânicos, cobrindo onze conflitos, entre os quais o Vietnã e a Guerra do Yom Kippur de 1973. Lançou obras como Vietnã, Catástrofe e Inferno. Foi editor-chefe do British Daily Telegraph e editor do London Evening Standard. Ganhou muitos prêmios pelos livros publicados e pela carreira jornalística, incluído o prêmio Pritzker Library em 2012 pelo conjunto da obra e a medalha de bronze Arthur Ross de 2019 do Conselho de Relações Exteriores dos EUA para o Vietnã.