Entre 15 de novembro de 1889 e 3 de novembro de 1930, o Brasil viveu um dos períodos mais decisivos e contraditórios de sua história: a Primeira República. Foi nesse intervalo que se consolidaram práticas políticas como — coronelismo, fraudes eleitorais, exclusão social, dependência econômica e uso recorrente da força estatal para conter conflitos sociais, sendo algumas destas, ainda vigentes no Brasil atual.
Este livro propõe uma análise clara, profunda e acessível da Primeira República, sem simplificações superficiais e sem idealizações. Ao longo de dez capítulos rigorosamente organizados, o leitor é conduzido desde a crise final do Império e a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, passando pela República da Espada (1891–1894), pela consolidação do poder oligárquico a partir de 1894, pelos grandes conflitos sociais entre 1896 e 1916, pelas transformações econômicas e sociais do início do século XX, até o colapso do regime com a crise de 1929 e o golpe de 1930.
A obra integra política, economia, sociedade e cultura em uma narrativa contínua, sempre contextualizada historicamente, com datas precisas e análise crítica. Canudos (1896–1897), a Revolta da Vacina (1904), a Revolta da Chibata (1910), o Contestado (1912–1916), a Greve Geral de 1917, o tenentismo da década de 1920, a Coluna Prestes (1925–1927) e a Revolução de 1930 são tratados não como episódios isolados, mas como expressões estruturais de um regime excludente.
Pensado para estudantes do ensino médio, vestibulares, ENEM, concursos e também para leitores interessados em compreender o Brasil para além dos resumos tradicionais, este livro oferece capítulos densos, recursos didáticos, anexos interpretativos e uma linha do tempo completa. Ler esta obra é entender como a República brasileira nasceu moderna no discurso, mas profundamente desigual na prática — e porque seus impasses continuam a moldar o país.