As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes incompreendidos no Iraque, as aldeias incendiadas e os incontáveis mortos em Darfur. Expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia — uma história marcante que ganhou destaque na mídia internacional.
Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror.
Testemunha de tantas insurreições, Lynsey sabe que não documenta apenas notícias, mas o próprio destino da humanidade. O que ela faz, com clareza, suavidade e beleza, é registrar a realidade muitas vezes em sua condição mais extrema. Mais do que um trabalho, isso é sua missão. Mais do que a história de uma vida nas linhas de combate, É isso que eu faço é um testemunho tocante do custo humano da guerra.
“As lentes de Addario capturam imagens de violência bárbara e sofrimento comovente, e seu talento, coragem e idealismo permeiam as páginas.” Entertainment Weekly
“As imagens de Addario percorrem um espectro que vai da crueldade à delicadeza, do arrebatamento à reflexão. A fotografia que capta a expressão de soldados americanos durante um ataque [no Afeganistão] é uma bruma de movimento e pânico; os retratos de mulheres vítimas de estupro na República Democrática do Congo são de uma intimidade tocante.” The Guardian
Lynsey Addario nasceu nos Estados Unidos e atua há duas décadas como fotojornalista. Com trabalhos publicados regularmente em veículos como o The New York Times, a National Geographic e a Time, cobriu conflitos no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, em Darfur e no Congo, e recebeu diversos prêmios, incluindo o MacArthur Genius Grant e o Pulitzer de Reportagem Internacional.