Aos noventa e dois anos e com a audição prejudicada, Marian Leatherby ganha uma corneta auditiva de sua melhor amiga. Com auxílio do aparelho, Marian descobre que seu filho, nora e neto têm planos soturnos: não suportando mais conviver sob o mesmo teto que ela, a família se articula para mandá-la a um asilo. Mas o lugar em questão não é uma instituição comum — os edifícios residenciais têm formato de bolo de aniversário, de cogumelos e de iglus. Lá, Marian embarca em uma jornada imprevisível, em que descobre fenômenos como a Freira Piscando, a Rainha Abelha, a entrada para um submundo e um assassinato misterioso.
Considerada a última das mulheres surrealistas, a pintora, dramaturga e romancista Leonora Carrington foi uma artista audaciosa e revolucionária. A corneta é a grande chave de sua obra anárquica e repleta de alusões.
"A leitura de A corneta nos liberta da triste realidade do cotidiano." — Luis Buñuel
"Um dos romances mais originais, divertidos, agradáveis e visionários do século XX." — Ali Smith
LEONORA CARRINGTON nasceu em 1917, na Inglaterra. Morou na França na década de 1930, onde finalizou sua primeira grande pintura, The Inn of the Dawn Horse. Após a prisão de seu marido, Max Ernst, pelos nazistas, fugiu para a Espanha e depois para o México, onde passou boa parte da vida e foi uma das fundadoras do movimento de libertação das mulheres no país. Entre suas obras estão o romance A corneta, duas coletâneas e um livro de memórias. Ela morreu em 2011.