Com tradução de Ivan Figueiras e introdução de David McDuff.
«A razão sagrada e necessária da existência do Estado é a nossa legítima desconfiança mútua. Quem a questionar, questiona o Estado.»
Leo Kall é um cientista ao serviço do Estado Mundial, país que doutrina fortemente os seus cidadãos e exerce sobre eles uma vigilância cerrada, de forma a impedir que desenvolvam pensamentos desviantes ou subversivos. Na sequência do trabalho dedicado que leva a cabo no laboratório, Kall faz uma descoberta extraordinária: um soro que obriga qualquer pessoa a revelar todos os seus pensamentos, mesmo os mais recônditos. A submissão completa encontrara um atalho na invasão do último reduto da resistência: a mente.
Neste romance distópico publicado em 1940, hoje considerado um dos textos mais importantes da literatura sueca, Karin Boye faz uma reflexão notável sobre a violência e desumanização que os regimes totalitários -- na origem da guerra que assolava a Europa naquele momento -- impunham aos seus cidadãos.
Karin Boye nasceu na Suécia em 1900. Foi romancista, poeta, professora, pacifista e uma das figuras mais importantes das letras suecas do século XX. Suicidou-se em 1941, um ano após a publicação de Kallocaína.
Karin Boye nasceu na Suécia em 1900. Foi romancista, poeta, professora, pacifista e uma das figuras mais importantes das letras suecas do século XX. Suicidou-se em 1941, um ano após a publicação de Kallocaína.