Graciliano Ramos, considerado um grande artesão da prosa, é autor de uma série de livros que se tornaram clássicos incontornáveis da literatura brasileira. Vidas secas traz a história de uma família que, procurando uma vida melhor, enfrenta a seca do sertão, a fome, o desamparo e a violência das instituições. S. Bernardo trata das memórias de um homem que deseja se apoderar de tudo o que encontra, sem se importar com as consequências. Uma história de ciúmes e loucura,
Angústia é o relato pungente de um homem inconformado por não ter consigo a mulher de seus sonhos. Por sua vez, Memórias do cárcere foi escrito uma década depois da experiência da prisão e publicado postumamente, remontando desde os dias anteriores à prisão até as relações e os conflitos durante o encarceramento, Graciliano registra com maestria por meio de suas impressões o período político conturbado que o Brasil enfrentava.
GRACILIANO RAMOS nasceu em 1892 em Quebrangulo, Alagoas. Primogênito de dezesseis filhos, viveu com a família em diferentes cidades do Nordeste brasileiro. Foi prefeito de Palmeira dos Índios (AL) entre 1928 e 1930. É o autor de grandes clássicos da literatura brasileira, como "Caetés" (1933), "S. Bernardo" (1934), "Angústia" (1936, ano em que foi preso por suposto envolvimento com a Intentona Comunista), "Vidas secas" (1938) e outros. Morreu em 1953, aos sessenta anos, no Rio de Janeiro.