No final dos anos 1920, o bei Adil chega à cidade portuária de Batúmi, no mar Negro, para exercer funções de cônsul da Turquia. Na cidade, parte da recém-formada URSS, vive-se um ambiente sufocante de permanente vigilância, e o novo cônsul tem dificuldade em relacionar-se quer com a população local, hostil e faminta, cuja língua não compreende, quer com os outros diplomatas estrangeiros, que o tratam com sobranceria. Desmotivado com o seu trabalho e a incompreensível burocracia de Estado, o seu único interesse e fonte de obsessão é Sonia, a sua jovem secretária e intérprete, que pretende conquistar, mesmo desconfiando de que esta tem por missão espiá-lo.
As Janelas Defronte é o aclamado «romance russo» de Georges Simenon. Publicado em 1933, quando a natureza do regime estalinista era ainda desconhecida no Ocidente, este famoso roman dur, sem preocupações ideológicas, consegue captar com precisão visionária a atmosfera de medo e repressão vivida nesse período.
Os elogios da crítica:
«Um grande escritor de detalhes, de atmosferas.»
Leïla Slimani
«Estranhamente reconfortante.»
Margaret Atwood
«Uma poderosa nicotina literária, que provoca a admiração e o hábito no leitor.»
Antonio Muñoz Molina
«Um dos escritores mais importantes do nosso século.»
Gabriel García Márquez
«O imenso génio de Simenon, capaz de criar um universo sufocante com duas mil palavras.»
Amélie Nothomb
Georges Simenon (Liège, 1903 - Lausanne, 1989) começou a sua carreira como repórter e autor de romances populares, que assinava sob vários pseudónimos. Em 1931, escrevendo pela primeira vez em nome próprio, publicou Pietr-le-letton, que apresentou aos leitores o célebre comissário da polícia parisiense Jules Maigret, personagem que revisitaria em romances e contos ao longo das quatro décadas seguintes, aomesmo tempo que o conjunto mais vasto da sua obra, composto em especial por criações literárias que o autor apelidaria de romans durs - romances duros, porque de escrita exigente -, forjava a sua reputação como um dos escritores essenciais do século xx. Traduzidos em mais de cinquenta línguas, lidos por várias gerações, os romans durs inspiraram dezenas de adaptações ao cinema por realizadores como Jean Renoir, Michel Audiard, Claude Chabrol ou Béla Tarr, e constituem um dos corpora literários mais notáveis e duradouros do cânone ocidental.
Georges Simenon (Liège, 1903 - Lausanne, 1989) começou a sua carreira como repórter e autor de romances populares, que assinava sob vários pseudónimos. Em 1931, escrevendo pela primeira vez em nome próprio, publicou Pietr-le-letton, que apresentou aos leitores o célebre comissário da polícia parisiense Jules Maigret, personagem que revisitaria em romances e contos ao longo das quatro décadas seguintes, aomesmo tempo que o conjunto mais vasto da sua obra, composto em especial por criações literárias que o autor apelidaria de romans durs - romances duros, porque de escrita exigente -, forjava a sua reputação como um dos escritores essenciais do século xx. Traduzidos em mais de cinquenta línguas, lidos por várias gerações, os romans durs inspiraram dezenas de adaptações ao cinema por realizadores como Jean Renoir, Michel Audiard, Claude Chabrol ou Béla Tarr, e constituem um dos corpora literários mais notáveis e duradouros do cânone ocidental.