G. K. Chesterton foi um dos mais versáteis e conhecidos escritores ingleses do século xx, capaz de passar do romance à dramaturgia, da poesia à crítica sem perder o poderoso e cordial, irônico e profundo estilo do jornalista. Nascido em Londres a 29 de maio de 1874, educou-se na St. Paul's School e estudou artes na Slade School of London.
De família anglicana, converteu-se ao catolicismo em 1922, vários anos depois de criar a figura do Padre Brown, com a qual concebeu uma nova declinação do romance policial. Em sua época, ficou especialmente conhecido pelos debates que travou com George Bernard Shaw, H. G. Wells, Bertrand Russell e Clarence Darrow, nos quais foi capaz de vivificar uma civilização adoentada através de um riso salubre e um atlético bom senso.
Seus ensaios chamam atenção pela clareza e precisão nos argumentos, sendo grande fonte de inspiração para muitos pensadores e autores cristãos; seus romances cativam pelo olhar poético e místico com que apresenta o mundo. Além da série de contos do Padre Brown, publicados entre 1911 e 1935, escreveu também O Napoleão de Notting Hill (1904), Hereges (1905), O homem que era quinta-feira (1908), Ortodoxia (1908), O homem eterno (1925), entre outros. Faleceu a 14 de junho de 1936, deixando todos os seus bens para a Igreja Católica.