Um romance marcante, considerado o inÃcio da grande literatura do sÊculo xx, que antecipou e influenciou a obra de nomes como Franz Kafka, Albert Camus ou John Fante.
TraduÃ§ÃŖo do norueguÃĒs por Liliete Martins
Os delÃrios solitÃĄrios e as tortuosas reflexÃĩes de um jovem escritor, errando atravÊs das ruas da cidade de Kristiania, a atual Oslo, acompanhado pela sua inexorÃĄvel antagonista, a fome.
Os elogios da crÃtica:
ÂĢAh! Depois de ler este livro, como toda a nossa literatura me parece agora razoÃĄvel. Diante de Fome somos levados a pensar que, em dois sÊculos de literatura, nada foi ainda dito, pelo contrÃĄrio, que falta ainda descobrir o Homem.Âģ AndrÊ Gide, PrÊmio Nobel de Literatura
ÂĢHamsun Ê o maior escritor de todos os tempos.Âģ Thomas Mann, PrÊmio Nobel de Literatura
ÂĢ Fome Ê uma obra-prima do Naturalismo visionÃĄrio.Âģ Claudio Magris
ÂĢUm dos pinÃĄculos da literatura moderna em prosa.Âģ George Steiner
ÂĢLer Fome nesta traduÃ§ÃŖo Ê um absoluto privilÊgio.Âģ PÃēblico
PrÊmio Nobel de Literatura pela sua monumental obra, Os Frutos da Terra . Knut Hamsun (1859-1952), escritor norueguÃĒs, no ano em que lhe foi atribuÃdo o prÊmio Nobel de Literatura, em 1920, era provavelmente o mais influente autor europeu. Thomas Mann, AndrÊ Gide, MÃĄximo Gorki, Franz Kafka ou o jovem Hemingway contavam-se entre os seus incondicionais admiradores. O uso que fez da subjectividade e do monÃŗlogo interior, aliados a um forte lirismo e a temÃĄticas absolutamente inovadoras à Êpoca, fizeram de romances como Fome (1890), MistÊrios (1892), Pan (1894) ou Victoria (1898) obras-primas e marcos no inÃcio da modernidade na literatura. Mestre inovador do romance psicolÃŗgico, com a viragem do sÊculo, Hamsun prefere abordar temÃĄticas sociais e histÃŗricas mais vastas, oferecendo nas suas obras uma particular visÃŖo do mundo, que se consubstancia numa crÃtica feroz à modernidade e ao progresso, considerados fontes da degradaÃ§ÃŖo do Homem, exortando, pelo contrÃĄrio, o retorno deste a uma vida simples e salutar, em comunhÃŖo com a natureza. MÃĄximo exemplo desta viragem Ê a publicaÃ§ÃŖo do romance Os Frutos da Terra (1917), cujo enorme sucesso numa Europa pÃŗs-bÊlica valeu em grande medida ao autor a atribuiÃ§ÃŖo do prÊmio Nobel. A seguir a este, a sua carreira literÃĄria prolongou-se por maistrinta anos, destacando-se deste perÃodo sobretudo a trilogia constituÃda pelos romances Landstrykere (1927), August (1930) e Men Livet Lever (1933). Figura controversa, Hamsun conheceu tanto a glÃŗria literÃĄria quanto, no final da sua vida, o mais aceso repÃēdio dos seus contemporÃĸneos, o qual se ficou a dever à s simpatias do autor pelo regime nazi e apoio pÃēblico ao governo fantoche formado apÃŗs a ocupaÃ§ÃŖo da Noruega. Uma vez terminada a guerra, tais posiçÃĩes valeram-lhe o julgamento por traiÃ§ÃŖo. A sua provecta idade salvou-o de uma condenaÃ§ÃŖo à pena capital, mas nÃŖo da confiscaÃ§ÃŖo de todos os seus bens e do isolamento social. Acabaria os seus dias na mais completa pobreza. As suas Obras Completas, reunidas em 15 volumes, seriam publicadas em 1954, dois anos apÃŗs a sua morte.