Os piratas povoam o imaginário como símbolos de risco, ilegalidade e liberdade — mas suas sociedades reais foram ainda mais complexas. Entre 1989 e 1991, o antropólogo David Graeber realizou um trabalho de campo em Madagascar e entrou em contato com os zana-malata, grupo que se reconhece como descendente de piratas caribenhos estabelecidos na ilha entre os séculos XVII e XVIII.
Neste livro, Graeber parte dessa experiência e propõe uma nova leitura do Iluminismo. Com seu estilo provocador, o antropólogo investiga como práticas sociais dessas comunidades, muitas vezes igualitárias e protodemocráticas, influenciaram ideias políticas que costumam ser atribuídas exclusivamente às discussões europeias.
Iluminismo pirata questiona narrativas tradicionais sobre a origem do pensamento ocidental e amplia o debate sobre liberdade, organização social e poder. Misturando história, antropologia e narrativa de aventura, o livro revela um passado humano surpreendente — povoado por revoltas, batalhas navais e encontros culturais — e nos convida a repensar o que desejamos para o nosso futuro.
"Uma releitura notoriamente radical da história, que põe os experimentos sociais e políticos dos piratas no centro do iluminismo europeu. Um brilhante complemento ao best-seller O despertar de tudo". Amitav Ghosh
"Graeber trata pessoas comuns, em especial as mulheres, como pensadoras, criadoras e agentes da história. Sua teoria e seus métodos são tão democráticos e igualitários quanto a cultura que estuda." Marcus Rediker
DAVID GRAEBER foi professor de antropologia na London School of Economics. É autor de, entre outros livros, "Dívida, Bullshit Jobs" e "O despertar de tudo", este último com David Wengrow. Seus textos foram publicados em veículos como Harper's Magazine, The Guardian e The Baffler. Desde o início participou ativamente do Occupy Wall Street e ajudou a transformá-lo em um movimento global. Morreu em 2 de setembro de 2020.