Cada conto é um fragmento poético onde a ausência diz mais que a presença, onde o silêncio pesa mais que a declaração, onde o “e se?” ecoa mais alto que qualquer promessa. São histórias que habitam o intervalo, o espaço entre o toque e o recuo, entre o desejo e a renúncia, entre o sonho e a escolha.
Este é um livro para quem já amou no tempo errado.
Para quem partiu antes da hora.
Para quem ficou quando deveria ir.
Para quem ainda carrega um nome que nunca virou futuro.
Se o amor pleno é exceção, o quase é regra.
E é nessa democracia da desilusão que estas histórias se encontram.
Boa leitura.
Édier William é escritor, roteirista e diretor cinematográfico, nascido em Rondônia. Sua trajetória artística transita entre a literatura, audiovisual e outras linguagens artísticas, explorando narrativas que tensionam afetos, identidades e conflitos sociais a partir de uma perspectiva amazônica contemporânea.
Seus personagens habitam territórios de fronteira, entre fé e liberdade, entre tradição e ruptura, entre coragem e medo, revelando a complexidade dos vínculos que quase se concretizam.
Em Contos de Quase Amores, consolida uma escrita que assume a incompletude como estética e como verdade, o "quase" como marca universal da experiência humana.