Se a felicidade que você mais lembra na vida tivesse durado só sete noites?
Ele é um homem que aprendeu a desaparecer, invisível de dia, um rosto qualquer entre tantos, vivo de verdade apenas quando a cidade dorme e ninguém mais está olhando. Foi assim, numa ponte deserta, ao raiar da madrugada, que encontrou ela: outra solidão, outro silêncio, outra pessoa cansada de fingir que não sente falta de ser vista.
Sem nomes. Sem promessas. Apenas sete noites, e a certeza, não dita mas sentida por ambos, de que aquilo tinha prazo para acabar.
Entre confissões que nenhum dos dois tinha coragem de fazer à luz do dia, memórias de infância que explicam o adulto ferido que cada um se tornou, e um amor que cresce sabendo, desde o primeiro instante, a data da sua própria morte, os dois vão até o limite do que é possível sentir em tão pouco tempo. E quando a verdade, inevitável, chega para separá-los, resta a pergunta que este livro se recusa a responder fácil: vale mais uma vida inteira vivida em segurança, ou sete noites vividas por inteiro?
A ARQUITETURA DA SOLIDÃO é a história de um amor que nasceu sabendo que ia morrer, e que, mesmo assim, insistiu em valer a pena. Uma escrita poética e confessional, para lembrar o leitor de algo simples e devastador: às vezes, o que vivemos por pouco tempo é justamente o que nos torna, para sempre, inteiros.
Idioma: português.
Bruno Ezagui