Em meio às ruas, aos bares e ao campus universitário de Iowa City, circula um grupo singular do último ano da pós-graduação. Entre escritores, dançarinos e músicos estão Seamus, um jovem poeta que não esconde dos colegas suas opiniões afiadas; Ivan, que precisou abandonar a carreira na dança depois de um golpe do destino e passou a recorrer à pornografia amadora; Noah, um bailarino cuja personalidade o deixa exposto a relacionamentos tempestuosos; e Fatima, que, cercada por julgamentos dos outros, precisa conciliar turnos de trabalho em um café com os ensaios de dança na faculdade. Os quatro são confrontados por um elenco de professores, namorados, vizinhos e colegas que levam ao limite os dilemas relacionados à identidade e à carreira.
Envolta em preocupações com o futuro, frustrações com a vida artística e buscas por conexão e autoconhecimento, essa constelação de vidas mostra as forças multifacetadas que operam no presente — a falta de horizonte, as diferenças de gênero e classe, o racismo e a precarização —, que estão refletidas nas personalidades, nas escolhas e nos relacionamentos desses jovens inquietos e talentosos. Com Vidas tardias, Taylor conduz a literatura contemporânea a novos rumos e estabelece diferentes parâmetros para o que ela é capaz de desdobrar.
Brandon Taylor nasceu em 1989, em Prattville, cidade do Alabama, no sul dos Estados Unidos. Graduou-se pela Universidade de Wisconsin-Madison e pelo Iowa Writers' Workshop, onde foi bolsista do programa de escrita criativa. Além de Vidas tardias, é autor de Mundo real (Fósforo, 2021), finalista do Booker Prize de 2020, e do volume de contos Filthy Animals (2021).