São dois amores que chegaram na minha vida e bagunçaram tudo, cada um puxando um pedaço de mim. Um tem aquele olhar que atravessa séculos, cheio de segredos que eu sinto nas sombras, e o toque dele é tipo uma promessa que me deixa sem chão. O outro é puro calor da paixão, alguém que me segura firme e me faz querer ficar pra sempre, mesmo com o mundo desabando. Eu sou o quê no meio disso? Uma chama ao vento que não sabe pra onde ir, tentando achar meu lugar num rolê que mistura luz e trevas.
Mas Midnight não é mais aquela cidade parada que eu conhecia quando cheguei... A floresta sussurra coisas que me dão arrepio, e a lua cheia joga uma luz que esconde mais do que mostra. Cada passo meu é tipo um salto no escuro, cada batida do coração é um grito que ninguém ouve, e o futuro é uma névoa que eu não consigo enxergar. Dizei-me, você que ler isso: o que faria se o amor te chamasse por dois caminhos, e escolher pudesse te dar tudo ou te tirar tudo? É onde eu tô – e quero você comigo pra descobrir o que vem depois.
Viver ou perecer? Amar ou sofrer?
Sob o céu escuro de Midnight, eu ando com esses pensamentos pesando na cabeça, os pés afundando na terra molhada que parece viva debaixo de mim. A noite aqui é diferente, tem uma energia que eu sinto na pele – um chamado que me puxa, mas que eu não sei se é pra correr ou ficar. O vento traz o cheiro dos pinheiros e um rolê antigo, como se o bosque todo soubesse mais do que eu.
Foi numa noite dessas que o primeiro me achou, saindo das sombras como se fosse parte delas. Os olhos dele, brilhando tipo ouro em brasa, grudaram nos meus, e a voz dele, baixa e séria, falou de um mundo que eu nem imaginava. Ele é um mistério que me pega, um fogo frio que me queima por dentro, e quando os lábios dele roçaram minha testa, meu coração disparou num calor que eu não entendo. Mas eu tremo, porque sei que o caminho dele é escuro, e eu posso me perder pra sempre se for atrás.
Aí veio o segundo, num dia que o sol brigava com as nuvens, e o olhar quente dele me encontrou como se já me conhecesse. Ele é força pura, um cara que encara o que me assusta, e quando me abraçou, o calor dele me deu um frio na alma – uma vontade misturada com medo. Ele não promete eternidades, mas me faz querer o agora, e isso me deixa confusa, querendo ficar e fugir ao mesmo tempo.
No meio dos dois, eu tô tipo uma corda bamba, o coração partido entre as rosas do jardim – vermelhas de paixão, brancas de pureza. Midnight é onde tudo isso explode, e eu sou a garota que tem que decidir. Mas como, se cada um me dá um pedaço do que eu sou? A resposta tá escondida, talvez nas sombras que me cercam, talvez no próximo luar que vai pintar o céu. E vós, que tão comigo nessa, haveis de ver o que me espera – porque, em Midnight, o destino não se deixa domar.
Antonio Carlos Pinto é um escritor brasileiro que fez história como o primeiro autor autista do mundo a escrever livros de ficção científica e fantasia, conquistando leitores globalmente com seu fascinante universo “Midnight”.
Nascido em 31 de maio de 1983, em Maranguape, Ceará-Brasil, ele construiu um mundo onde a noite parece não ter fim e as auroras são tão hipnotizantes quanto perigosas. Um lugar onde a luz e a escuridão colidem, criando uma atmosfera gótica que prende você desde a primeira página até o final.
Seu livro de estreia "Midnight Hug", parte da série Liah Stone, ganhou notoriedade na Europa, especialmente na Alemanha, com uma composição única de romance proibido, suspense sobrenatural e dark-fantasia.
A trama acompanha Juddy, uma jovem donzela retirante de Hayag, que se muda para a enigmática cidade de Midnight para viver com sua mãe, Katherine Hug. Lá, ela se envolve com um vampiro milenar da família Serathorn, mergulhando em um romance intenso enquanto ambos desvendam segredos ancestrais e enfrentam criaturas que desafiam a realidade.
Como primeiro autor autista a alcançar sucesso internacional no gênero de ficção, Antonio quebrou barreiras e abriu novos caminhos na literatura. Sua perspectiva única oferece profundidade extraordinária às suas histórias, transformando o cotidiano em algo mágico. Seus livros apresentam vampiros, magia e lobisomens com uma abordagem inovadora, diálogos perspicazes e personagens memoráveis.
Inspirado por Shakespeare, Emily Brontë e Stephenie Meyer, Antonio traz uma sensibilidade contemporânea às suas narrativas que utilizam fluxo de consciência e introspecção. Suas obras exploram temas como identidade, pertencimento e os conflitos entre bem e mal com uma profundidade que ressoa com leitores modernos.
Atualmente, vive no Nordeste do país com sua esposa e filhas, dividindo seu tempo entre escrita, pintura e projetos que incentivam a leitura. Seus fãs aguardam ansiosamente as próximas novidades de Midnight, um universo onde o amor e o perigo coexistem, e onde até as sombras mais escuras guardam um brilho de esperança. Com Antonio Carlos Pinto, a magia nunca termina—apenas se intensifica.