Anancy Vilallobo Ramires, nome fictício escolhido não por parentesco, mas apenas pela maravilhosa sonoridade de tão nobre e elegante deste. Anancy é o personagem fictício desta deliciosa e interessante história, escolheu por usar um nome fictício pelo simples fato de que é uma história de muitas pessoas, uma coletânea de histórias reais vividas pelo autor e por centenas de pessoas as quais teve o privilégio de ouvir seus relatos e guardá-los durante cinquenta anos. O autor, nascido em São Paulo capital, estudou em escolas públicas, cursou faculdade pública no mesmo estado onde nasceu, correu, brincou e aprendeu com o mundo e com a vida, sempre de ouvidos e olhos muito bem abertos para as coisas ao seu redor; guardou e tentou entender seus sentimentos, agonias e frustrações durante toda uma vida, assim como as centenas de pessoas que fazem parte deste livro. Anancy é como você que estudou, se formou, se graduou, trabalhou, constituiu família e criou seus filhos. Anancy não tem sexo definido, é homem, é mulher, é livre, simplesmente, personagem central de toda a trama. Baseado no deus africano, Anancy Arangá, esperto e astuto como ninguém, talvez exatamente por isso consegue se sobressair as mais dificultosas situações, assim como o autor e as muitas pessoas quer relataram suas histórias. "Anancy Vilallobo Ramirez", nome fictício do autor, não tem nada, absolutamente nada a ver e nenhuma ligação com as famílias que carregam tão nobre e majestoso sobrenome, a não ser pela bela e majestosa sonoridade que produzem. É um nome belo, sonoro, imponente e, acima de tudo, perfeito. Anancy é um personagem criado para expressar as milhares de histórias que, de uma forma ou de outra, chegaram aos ouvidos e olhos do autor durante toda uma vida. É o grito de socorro e de desespero de pessoas que não tem como se libertar, não só da sociedade, não só das pessoas, mas talvez dos monstros e amarras que elas mesmas criaram e se tornaram tão fortes e tão poderosas que criaram imensas barreiras impossíveis de serem transpostas; não por falta de coragem, não por medo, mas porque foram ensinadas desde tenra idade a obedecer aos padrões impostos, padrões estes que tornam absurdos e obsoletos, totalmente desnecessários e descabidos, quando você consegue enxergar o mundo lá fora, o mundo real, o seu mundo; e quando, e somente quando, você, e apenas você próprio, se dá ao direito de romper o pesado véu que permeia e sufoca a sua vida e o seu próprio ser, não o ser que você foi determinado a ser, ensinado, moldado, fabricado e montado, mas o seu verdadeiro ser, a sua própria e bela essência, aquela que lhe foi dada no exato momento da sua criação, no exato momento em seu ser se tornou único e vivo.
Anancy Vilallobo Ramires, nome fictício escolhido não por parentesco, mas apenas pela maravilhosa sonoridade de tão nobre e elegante deste. Anancy é o personagem fictício desta deliciosa e interessante história, escolheu por usar um nome fictício pelo simples fato de que é uma história de muitas ...