Quem cresceu ouvindo conversa de cadeira na calçada, noite quente de lua, chiclete grudado no portão de ferro, sabe como é difícil dizer isso em voz alta antes que o tempo leve. A pressa do cotidiano cala essas lembranças, e quase sempre falta uma linguagem capaz de devolvê-las inteiras.
É o que estes poemas fazem. Textos curtos e diretos, escritos com o que a autora chama de caneta do tempo, atravessando o dia inteiro: o amanhecer, o jardim tropical, a pesca amazônica, a lua bonita, a roda da vida, o cheiro no cangote. Há celebração em "Hora de viver" e "Beleza do viver", consolo em "Tudo passa" e "Silêncio", desejo em "Gozo e paixão" e "Nosso amor". Em 64 páginas, é leitura de uma sentada ou de um poema por dia, e o poema "Coisas de antigamente" aparece também em versão em inglês, "Memories".
Quem escreve. Ana Maria Tourinho é natural de Belém do Pará, graduada em Farmácia e Bioquímica pela UFPA, com pós-graduação em Genética pela USP e passagem como professora assistente da Universidade Federal do Pará. Criou e chefiou ambulatório de aconselhamento genético no Rio de Janeiro. Na literatura, é vice-presidente da Académie de Lettres et Arts Luso-Suísse (ALALS), membro delegada do conselho nacional da AJEB e colaboradora do centenário Jornal Alto Madeira. No prefácio, Juçara Valverde aponta o olhar da geneticista que remexe as próprias entranhas e faz surgir poemas de forte cunho lírico.
Leia devagar. Se você guarda lembranças que ainda pedem palavra, Pérolas e pimentas é o convite para tirá-las da gaveta. Leve o livro para casa e escolha um poema por noite.
Ana Maria Felicidade Coimbra Tourinho é escritora e poetisa, natural de Belém, no Pará. Graduou-se em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal do Pará (UFPA), fez curso de aperfeiçoamento em Genética na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pós-graduação em Genética na Universidade de São Paulo. Foi professora assistente da Universidade Federal do Pará. Criou e chefiou o Ambulatório de Aconselhamento Genético do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e do Hospital Maternidade Carmela Dutra, também no Rio de Janeiro.
Na vida literária, é vice-presidente da Académie de Lettres et Arts Luso-Suísse (ALALS), na Suíça, e membro delegada do Conselho do Diretório Executivo Nacional (DEN) da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), entidade em que foi primeira diretora financeira da Coordenadoria Rio de Janeiro. Colabora com o centenário Jornal Alto Madeira, de Porto Velho, Rondônia, e é parceira oficial do jornal cultural internacional Sem Fronteiras. Prepara-se para tomar posse como membro da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE RJ).
Em Pérolas e pimentas, reúne poemas nascidos da memória de Belém, da observação diária da natureza e das emoções que, segundo suas próprias palavras, guardava na gaveta do coração.