ÂŦSempre acreditei que escrevia sobre homens. Antes de me aperceber que sÃģ escrevo sobre mulheres. Sobre o facto de ser uma. Escrever acerca de prostitutas que sÃĢo pagas para serem mulheres, que sÃĢo, de facto, mulheres, que sÃĢo tÃĢo-sÃģ isso; escrever sobre a nudez absoluta desta condiçÃĢo ÃĐ como examinar o meu sexo ao microscÃģpio. Sinto o mesmo fascÃnio que um laboratorista a contemplar as cÃĐlulas essenciais a qualquer forma de vida.Âŧ
Em A Casa, Emma Becker descreve a vida no bordel berlinense onde, durante dois anos e meio, sob o pseudÃģnimo de Justine, nome da famosa personagem de Sade, decidiu vender o seu corpo para tentar compreender o mundo da prostituiçÃĢo, as mulheres que nele trabalham e os homens que a ele recorrem. Retrato da sua vida sexual e amorosa durante esta experiÊncia, das suas companheiras e dos bastidores deste mundo proibido, A Casa ÃĐ um romance que transborda as paredes do bordel. Mais do que uma histÃģria sobre as mulheres desta casa, ÃĐ sobre o modo como estas vÊem o mundo, sobre os homens que pagam os seus serviços, sobre os seus desejos, os seus limites, as suas armadilhas, e, acima de tudo, sobre todos os desejos que nos fazem tremer.
PrÃĐmios Roman des Ãtudiants France Culture/TÃĐlÃĐrama, BlÃđ Jean-Marc Roberts e RomanNews
ÂŦSempre acreditei que escrevia sobre homens. Antes de me aperceber que sÃģ escrevo sobre mulheres. Sobre o facto de ser uma. Escrever acerca de prostitutas que sÃĢo pagas para serem mulheres, que sÃĢo, de facto, mulheres, que sÃĢo tÃĢo-sÃģ isso; escrever sobre a nudez absoluta desta condiçÃĢo ÃĐ como exa...