Quatro vozes, um mundo sem lógica e a tradução de Monteiro Lobato.
Nesta produção inédita do clássico de Lewis Carroll, cada personagem tem sua própria voz, e efeitos sonoros imersivos colocam você dentro da história. Você não vai apenas ouvir, vai estar lá.
Siga o Coelho Branco apressado, tome chá com o Chapeleiro e a Lebre de Março e enfrente a temperamental Rainha de Copas, num lugar onde a razão vira de cabeça para baixo e o impossível acontece a cada esquina.
A tradução adaptada de Lobato, um dos maiores nomes da literatura brasileira, preserva a ironia, o humor e a inteligência que fizeram desta obra um dos livros mais amados de todos os tempos.
Para quem já leu, uma redescoberta. Para quem nunca leu, o melhor jeito de começar.
Sobre o autor e o tradutor
Lewis Carroll era, na verdade, Charles Lutwidge Dodgson: um professor de matemática de Oxford, tímido e metódico, que escondia por trás do pseudônimo uma das imaginações mais livres da literatura. Nascido em Daresbury, na Inglaterra, em 1832, dividiu a vida entre a lógica, a fotografia, o ensino e a escrita.
Foi num passeio de barco, numa tarde de verão de 1862, que ele improvisou para as irmãs Liddell a história de uma menina que cai numa toca de coelho. A pequena Alice Liddell pediu que ele a colocasse no papel, e assim nasceu Alice no País das Maravilhas, publicado em 1865. O livro rompeu com a literatura infantil moralista da época e apostou no humor, nos jogos de palavras e no absurdo, mas por trás do nonsense está o olhar do matemático, que brinca com regras, paradoxos e significados. Carroll morreu em 1898, e mais de 150 anos depois Alice continua sendo lida, adaptada e reinventada no mundo inteiro.
Do outro lado do oceano, Monteiro Lobato (1882–1948) faria uma revolução parecida. Considerado o pai da literatura infantil brasileira, o criador do Sítio do Picapau Amarelo trocou o tom moralista por imaginação, humor e personagens questionadores. Escritor, editor e tradutor prolífico, apresentou aos leitores brasileiros clássicos como Peter Pan, Pinóquio e Alice no País das Maravilhas, cuja tradução foi publicada em 1931. Com seu estilo vivo e brasileiro, Lobato não apenas traduziu Carroll: encontrou nele um espírito parecido com o seu, irreverente e cheio de imaginação.