Nas próximas páginas, investigaremos as engrenagens dessa joia da coroa tarantinesca. Analisaremos como a sua estrutura não-linear quebrou a linha reta do tempo, como seus diálogos mundanos transformaram a violência em poesia profana e de que maneira as atuações magnéticas de seu elenco ressuscitaram e definiram carreiras. Convidamos o leitor a cruzar a Cortina de Fumaça dos anos 90 e a redescobrir o terremoto criativo que, a partir daquela icônica projeção em Cannes, garantiu que o cinema nunca mais voltasse a ser o mesmo.