Teia: Autora homenageada da 24a Flip

· Hedra · Narrated by Maria Manoella
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About this audiobook

Uma voz que, avessa a modismos, construiu uma das obras mais densas e singulares da poesia brasileira do século XX. Teia (1996), vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), é o último livro de Orides Fontela publicado em vida. Se nos livros anteriores a poeta buscava a transcendência e a pureza do "pássaro", aqui ela desce ao rés do chão para encarar o "antipássaro": a matéria impura, o sangue e a aspereza do real. A metáfora central desloca-se do voo para a tecelagem. A aranha — figura do trabalho paciente, agressivo e silencioso — torna-se o emblema de uma escrita que não espera pela inspiração, mas arma ciladas para capturar o sentido. Com uma dicção enxuta, que tangencia o silêncio sem jamais perder a clareza, Orides urde poemas sobre a finitude, a memória e a dor de existir. Edição com textos de Marilena Chaui e Ivan Marques.
Uma voz que, avessa a modismos, construiu uma das obras mais densas e singulares da poesia brasileira do século XX. Teia (1996), vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), é o último livro de Orides Fontela publicado em vida. Se nos livros anteriores a poeta buscava a ...

About the author

Orides Fontela (1940-1998) nasceu em São João da Boa Vista (SP), onde concluiu o curso normal e tornou-se professora. Foi surpreendida, depois de publicar alguns poemas no jornal da cidade, pelo entusiasmo do antigo colega de escola, o jovem crítico Davi Arrigucci Jr., que fez questão de levar apresentar a produção literária da amiga aos professores e ao público da USP, de modo que o primeiro livro de Orides, Transposição (1969), já nasceu consagrado. Depois de Helianto, publicado em 1973, seu terceiro livro, Alba (1983), conquistou o prêmio Jabuti de Poesia. Teia (1996) foi contemplado com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Seus poemas foram elogiados, em diversos momentos, por críticos como Antonio Candido, Décio de Almeida Prado, Alcides Villaça, Augusto Massi e José Miguel Wisnik. Esse reconhecimento contribuiu para que a autora, em momentos pontuais, alcançasse mais leitores, mas só recentemente sua obra vêm conquistando a atenção que merece.
Orides Fontela (1940-1998) nasceu em São João da Boa Vista (SP), onde concluiu o curso normal e tornou-se professora. Foi surpreendida, depois de publicar alguns poemas no jornal da cidade, pelo entusiasmo do antigo colega de escola, o jovem crítico Davi Arrigucci Jr., que fez questão de levar ap...

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