O Catar 2022 foi, na prática, dois torneios acontecendo ao mesmo tempo, e este livro se recusa a deixar que um silencie o outro. De um lado, um pequeno Estado do Golfo, enriquecido pelo gás, investiu mais de uma década e centenas de bilhões de dólares na construção de estádios, um sistema de metrô e uma imagem internacional, enquanto trabalhadores migrantes erguiam essa infraestrutura sob um sistema de patrocínio trabalhista que atraiu escrutínio contínuo de organizações de direitos humanos e da imprensa internacional. Do outro, Lionel Messi, aos trinta e cinco anos e com duas finais perdidas no currículo, liderou uma Argentina reconstruída por Lionel Scaloni através de uma derrota inicial chocante, uma caótica partida de quartas de final e uma final contra a França já considerada a maior da história do torneio: um 3 a 3 decidido nos pênaltis depois que o hat-trick de Kylian Mbappé quase apagou o brilho de Messi. Catar 2022: A Copa do Mundo de Messi reconstrói as duas histórias com o mesmo rigor — as condições de trabalho, o debate sobre o sportswashing e a mudança de calendário, ao lado da tática e do futebol em si — para entregar o relato completo de uma sede tão contestada quanto celebrada.
O Catar 2022 foi, na prática, dois torneios acontecendo ao mesmo tempo, e este livro se recusa a deixar que um silencie o outro. De um lado, um pequeno Estado do Golfo, enriquecido pelo gás, investiu mais de uma década e centenas de bilhões de dólares na construção de estádios, um sistema de metr...